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 Suíça

   Apesar de a Suíça figurar no grupo dos 20 maiores produtores mundiais, é rara a exportação de seus vinhos. A produção é praticamente consumida no país. Os suíços consomem três vezes mais o volume produzido.

 

    A Suíça é cercada por todos os lados pelos mais destacados países produtores de vinhos da Europa, e embora os vinhos suíços não sejam famosos, cada vez mais merecem a atenção. A Suíça não produz tanto vinho quanto a sua latitude poderia sugerir. Boa parte deste país é alta demais e, portanto, fria demais para que as videiras cresçam com sucesso. A Suíça ocupa o 25° lugar na produção mundial de vinhos, pouco depois do Uzbequistão e do México.  A maioria dos vinhos suíços se origina da parte oeste, predominantemente de fala francesa, e especialmente das importantes províncias ou "cantões", como são conhecidos na Suíça, de Valais, Genebra, Vaud e Neuchâtel.
 Contudo, também se faz vinho na parte sul, conhecida como Ticino, de fala italiana, e na parte mais ao norte, Ostschweiz, de fala alemã.

 

   Trata-se uma nação-Berlitz, formada por 26 cantões, como são chamadas as regiões do país. A parte francófona, no entanto, em especial a região de Valais, é a que produz os vinhos de melhor qualidade e de maior identidade. Dominada pelos Alpes e de clima ameno, a Suíça produz, para surpresa geral, mais vinhos tintos (55%) do que brancos (45%). E consome mais tintos também. Mais de 40 litros de vinho por habitante.

Uma pequena fração da produção dos vinhos suíços é exportada.

 


  Os vinhos suíços são geralmente rotulados segundo a varietal, o que facilita a compreensão. Embora os vinhos suíços não sejam muito exportados, entre os principais produtores que se pode encontrar incluem-se: Bon Père Germanier, Robert Gilliard, Imesch Vins Sierre, Domaine E. de Montmollin Fils, Provins Valais, Les Perrières e Rouvinez Vins.

 

   As regiões vinícolas mais importantes são: Valais ( Wallis ), a região mais solarenga suíça, e Vaud (distrito de Lavaux). Os vinhedos de maior altitude da Eupora estão em Valais.

 

    Em Valais ( Wallis ), predominam as castas  Tintas : Malvoisie (Pinot Gris), Ermitage (Marsanne), Pinot Noir, Gamay, Humagne Rouge, Syrah, Cornalain, Dôle Blanche. E as castas brancas: Fendant (Chasselas), Johannisberg (Sylvaner dit Gros Rhin), Muscat, Chardonnay, Petite Arvine, Amigne, Païen, Humagne Blanche, Rèze      

     Em Vaud,  quase todo o vinho produzido é branco e elaborado com a casta "chasselas".



 Valais (Wallis)

  O Valais é o maior cantão vinícola da Suíça, ali se elabora mais de um terço da produção de vinhos do país.

  Está situado na parte superior do Vale do Rhône, junto à França, e por estar mais ao sul do país, é a região mais propícia para a vinicultura, com um clima marcado por intensa insolação, ausência de nevoeiros e temperaturas amenas que duram até o fim no outono, marcado pela presença do vento quente, o fohen.

  O clima local possui importante amplitude térmica, que garante vigor e riqueza às uvas.

  Explora-se também a colheita tardia e a seleção de grãos nobres.

 

  Valais produz anualmente de cerca de 50 milhões de litros. Existem aqui cerca de 500 produtores/engarrafadores de vinho e os vinhedos estão fragmentados em 22 mil pequenas propriedades, a maioria de empresas familiares com menos de 2 hectares cada.

  Em  Wallis, encontram-se vinhedos em altura de 1.100 m acima do nível do mar, que estão dentre os mais altos do mundo. . Wallis comporta mais de 3.000km de paredes de pedra, o que torna caro o cultivo e difícil a mecanização.

  A colheita é feita com auxílio de mini-trenzinhos , que correm sobre trilhos morro acima, para realizar a colheita nos vinhedos mais íngremes.

  A densidade  dos vinhedos é altíssima, de até 11.000 plantas por hectare.

Solo : O Wallis ocupa em parte o Vale do rio Ródano (Rhône), que segue para a França. É incrível a variedade de solos de Wallis, muitos de alto valor para o vinho, como granito, cascalho, xisto e calcário.

Clima : Faz muito calor em Wallis no verão . Os verões são longos e secos, e noites frias aumentam amplitude térmica diária. Ventos quentes do sul ajudam a espantar as geadas e os fungos.