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 México

   A Indústria vinícola mexicana se transformou recentemente graças a uma combinação de investimentos estrangeiros com produtores locais arrojados. A maioria das uvas cultivadas é consumida ou usada para brandy, mas o mercado doméstico de vinhos de qualidade está crescendo. Ao sul da Califórnia, Baja Califórnia é o principal distrito vinícola. Sua sub-região mais famosa é o Vale do Guadalupe, lar das melhores vinícolas mexicanas, como Monte Xanic, Casa Pedro Domecq e Château Camou. A especialidade são os vinhos tintos, sendo os melhores de Cabernet Sauvignon, Merlot, Nebbiolo, Petite Syrah ou Zinfandel. A leste de Baja Califórnia, Sonaro é outro grande distrito viticultor.

 

     A indústria vitivinícola mexicana é uma indústria que, contando o fato de não ser de tradição, tem apresentado vinhos de boa qualidade. Até há alguns anos a ideia de produzir vinho no México fosse uma ilusão. Atualmente, o México entra no cenário dos chamados Vinhos do Novo Mundo, provenientes da Austrália, Chile, EUA, África do Sul, Argentina, Nova Zelândia, e começou a participar nos melhores concursos internacionais. O México exporta vinhos para pouco mais de 10 países, destacando-se os EUA.

 

    Apesar disto, o consumo de vinho entre a população é baixo, sendo que a reduzida parcela de cidadãos com altos rendimentos apresenta preferência pelos produtos importados. No entanto, o México dispõe de condições geográficas e climáticas favoráveis para a produção de vinhos de alta qualidade, o que lhe dá vantagens comparativas principalmente para o mercado de exportação. Este mercado, no qual a participação mexicana é ainda incipiente, apresenta potencial dada a boa relação qualidade/preço do produto mexicano.

 

    Os vinhos portugueses encontram uma forte concorrência no mercado mexicano. Como em outros setores, Portugal sofre pela falta de “marca” e reconhecimento que os seus produtos têm nos mercados internacionais. No caso do vinho, a qualidade do mesmo é conhecida pelos profissionais do setor, mas tal não acontece junto dos consumidores e compradores finais, com excepção do vinho do Porto.

 

    Além disto que a concorrência em preço é muito forte e os vinhos portugueses são colocados acima da média da concorrência, fator que pode ser explicado por custos logísticos mais altos devidos pelo menor volume de caixas que entram no mercado quando comparado com os vinhos de outros países, sem contar claro com os custos de fabricação