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 Itália

  Com razão os gregos na antigüidade denominavam a Itália "Enotria" (terra do vinho). Ela produz, como a França, um enorme conjunto de vinhos e com sua vizinha vem se alternando, de tempos em tempos, na posição de maior produtor e consumidor mundial de vinhos.

   Ainda que o número de grandes vinhos da Itália não seja tão numeroso como na França, a ótima qualidade de muitos de seus vinhos é inquestionável.

   Para entender a diversidade de regiões da Itália, estas são grupadas segundo sua localização geográfica, o que responde por uma certa homogeneidade de caracteristicas comuns, resultado da latitude (norte frio e sul quente) altitude (que reforça as tendencias da latitude) e a influência do mar (regiões costeiras ou continentais).

   Em cada uma das macro-regiões assim definidas encontraremos diversas regiões, que por suas vez abrigam dezenas de DOCs (Denominações de Origem)

 Classificação dos vinhos

VINO DA TAVOLA

São vinhos de qualidade inferior, de qualquer procedência geográfica e não podem ter no rótulo o nome da uva, nem a safra, nem a região. Constituem cerca de 80% dos vinhos da Itália. Existem alguns poucos Vinos da Tavola de ótimo nível, por não se enquadrarem nas normas das DOC e DOCG.

 

 
INDICAZIONE GEOGRAFICA TIPICA (IGT)

Essa denominação foi instituida a partir de 1992 e é aplicada em cerca de 150 vinho de mesa elaborados em regiões geográficas específicas (uma província, uma comuna ou parte delas, tais como, uma colina, um vale, etc.).

No rótulo podem constar o nome da uva, a safra, a região e o tipo de vinho (frizzante, amabile, novello, etc.)


VINI TIPICI

Equivale ao Vin de Pays da França e, apesar de criada em 1989, continua sem uma normatização precisa. Pretende-se aplicar essa designação a vinhos de mesa diferenciados, com tipologia definida.

Atualmente, esses vinhos são incluídos na contagem dos Vini di Tavola, mas espera-se que venham a constituir cerca de 40% dos vinhos italianos.


DENOMINAZIONE DI ORIGINE CONTROLLATA (DOC)

Qualificação criada em 1963, é atribuída aos vinhos provenientes de cerca de 300 regiões vinícolas delimitadas que podem ser uma pequena área, uma província ou uma área geográfica ainda maior.

Sua quantificação é complicada, pois algumas regiões, como Valle d’Aosta e Chianti, possuem diversos vinhos de distritos diferentes, mas são contadas como uma única DOC.

Apenas cerca de 15% dos vinhos italianos pertencem às DOCs e são elaborados com tipos específicos de uvas para cada região e por métodos específicos de vinificação. Cerca de 850 vinhos possuem a designação DOC e, junto com os DOCG, representam apenas cerca de 20% dos vinhos italianos. Em algumas DOC existem sub-classificações, tais como: Riserva ou Vecchio, para vinhos envelhecidos maior tempo em madeira; Superiore, para vinhos maior teor alcoólico ou maior período de envelhecimento.


DENOMINAZIONE DI ORIGINE CONTROLLATA E GARANTITA  (DOCG)

Classificação criada em 1982, abrange os melhores vinhos da Itália. É atribuída aos vinhos de quatorze DOC: Barbaresco, Barolo, Gattinara e Asti, no Piemonte; Franciacorta, na Lombardia; Brunello de Montalcino, Carmigiano, Chianti, Vino Nobile di Montepulciano e Vernaccia di San Gimignano, na Toscana; Albana di Romagna (na Emilia Romagna); Montefalco Sagrantino e Torgiano Rossso Riserva, na Umbria; Taurasi (na Campania)


OS FORA-DA-LEI

Alguns vinhos italianos, considerados entre os melhores do país e do mundo, classificam-se apenas como Vino da Tavola ou IGT, por não se enquadrarem nas normas das DOC e DOCG (tipos de uva, métodos de vinificação, etc.) e, por isso, são apelidados de "os fora da lei". Na Toscana são chamados de Super-Toscanos.


CATEGORIAS ESPECIAIS

Essas categorias não tem relação com qualidade, mas apenas com uma característica específica que diferencia determinados vinhos de outros.

Novello (Jovem) - Vinho semelhante ao Beaujolais Nouveau, vinificado em pelo 30% através de maceração carbônica e com no mínimo 11 GL de teor alcoólico e não mais que 10 g de açúcar residual. Só pode ser vendido após 06 de novembro e deve ser engarrafado em 31 de dezembro do ano da colheita.

Vecchio (Velho) - Vinho que envelhece o mínimo três anos antes da comercialização.

Classico - Uma denominação que diferencia algumas DOC em níveis de qualidade, por exemplo Chianti e Chianti Classico.

Superiore - Vinho que envelhece no mínimo um ano antes da comercialização.

Riserva (Reserva) - Vinho que envelhece no mínimo três a cinco anos antes da comercialização.

Spumante (Espumante) - Vinho espumante, como o Champagne, elaborado tanto pelo método Charmat ou por método Champenoise.

Frizzante (Frizante) - Vinho ligeiramente espumante, como o vinho verde português.

Secco, Abbocado , Amabile e Dolce - Definem o teor de açúcar do vinho que pode ser: seco, práticamente sem açúcar (secco); meio seco ou demi-sec, com teores médios de açúcar (abbocado e amabile); francamente doce (dolce).

Liquoroso (Licoroso) - Vinho fortificado ou naturalmente forte.

Passito (Passificado) - Vinho elaborado de uvas semi-desidratas (passas).

Ripasso (Repassado) - Vinho (Valpolicella) que após elaborado é deixado repousar nas borras de fermentação do Amarone, ganhando corpo, sabor e teor alcóolico.
 

A Itália possui as seguintes regiões vinícolas:

 

Centro 

Abruzzo

Emiglia_Romana

Lazio

Marche

Molise

Toscana

Umbria

 

Ilhas 

Sardegna

Sicilia

 

Nordeste 

 

Trentino Alto Adige

Veneto

 

Noroeste 

Liguria

Lombardia

Piemonte

Valle d’Aosta 

Sul 

Basilicata

Calabria

Campania

Puglia

 

 

 Marche

   

   Viticultura é a principal cultura arbórea da região de Marche, com 23.000 ha. de vinhedos, dos quais 48% são inscritas para a produção de vinhos DOC.

Sempre se cultivou vinhedos em toda região, e sua função é importante pela utilização dos terrenos das encostas, inapropriados para muitas outras culturas.

 A zona mais explorada é a da província de Ascoli Piceno, mas nas províncias de Ancona e parte interna da Maceratta se coultiva o Verdicchio, que representa há algum tempo a melhor expressão enologica e comercial da região.

 A paisagem de Marche se caracteriza por grande variedade e se estende desde os Apeninos até o mar, descendo até o litoral Adriático em colinas suaves e movimentadas, criando vales miores e menores. Montanhas 36%, colinas 53% e planícies 11%

 Apesar da cultura do vinho sempre ter estado presente na região, sua racionalização se inciou recentemente, a partir dos anos 60, com a aplicação das regulamentações jurídicas de denominações de origem.

 Assim, a partir de 1963 até hoje foram reconhecidas 11 regiões DOC

 

      

    A região vinícola de Marche possui as seguintes denominações:

  • Bianchello del Metauro  (DOC)

  • Colli Maceratesi  (DOC)

  • Colli Pesaresi  (DOC)

  • Esino  (DOC)

  • Falerio dei Colli Ascolani  (DOC)

  • Lacrima di Morro D’alba  (DOC)

  • Marche  (IGT)

  • Rosso Conero  (DOC)

  • Rosso Piceno  (DOC)

  • Rosso Piceno Superiore  (DOC)

  • Vemaccia di Serrapetrona  (DOC)

  • Vemaccia di Serrapetrona  (DOCG)

  • Verdiccchio di Matelica  (DOC)

  • Verdicchio dei Castelli di Jesi  (DOC)

 

      Denominação Marche (IGT) :

   

Hoje, 39% da produção de vinhos da região é comercializada utilizando a Indicação Geográfica Típica Marche, acompanhada do nome da variedade ou da cor do vinho:

 

  • Barbera Bianco

  • Cabernet Cabernet Sauvignon

  • Chardonnay Ciliegiolo

  • Grechetto Malvasia

  • Merlot Montepulciano

  • Passerina Pecorino

  • Pinot Bianco

  • Pinot Grigio

  • Pinot Nero Rosato

  • Rosso e Rosso Novello

  • Rosso Sangiovese biologico

  • Sangiovese Novello biologico

  • Sauvignon Trebbiano

  • Trebbiano biologico

  • Vino Spumante Vernaccia

Toscana

   A Toscana é uma região da Itália central com 3,6 milhões de habitantes e 23 000 km², cuja capital é a histórica cidade de Florença.

 

     Vinho e azeite são os principais embaixadores da Toscana no mundo, sendo exportados para os cinco continentes.

    Chianti, Morellino, Brunello di Montalcino e Nobile di Montepulciano são denominações que fizeram a história e o nome do vinho toscano, rótulos que confirmam ano após ano a qualidade da produção e o prestígio dos produtores.

   O vinho toscano detém o recorde de 36 DOCs e 5 DOCG, num total de 11 mil produtores certificados.

   Os principais importadores são a União Européia, Estados Unidos e Japão.

   Do território toscano, 74% são colinas, 15% montanhas e 9% planícies, formando uma paisagem característica dominada por vinhedos e olivais .

  

     A região vinícola da Toscana possui as seguintes denominações:

  • Brunello de Montalcino  (DOCG)

  • Carmignano  (DOCG)

  • Chianti  (DOCG)

  • Toscana  (IGT)

  • Vernaccia di San Gimignano  (DOCG)

  • Vino Nobile di Montepulciano  (DOCG)


 

Veneto

   A região do Veneto está situada no Nordeste da Itália, juntamente com o Trentino-Alto-Adige e a Friuli-Venezia-Giulia.

   Compreende a região ao sudeste do Trentino-Alto-Adige e tem como cidades de referência, Veneza (a leste), Verona (a oeste), Rovido (ao sul) e Belluno (ao norte).

   O Veneto tem uma ligação especial com o Brasil, pois daí veio a maior parte dos imigrantes italianos que ocupou a Serra Gaúcha a partir de 1875, vindo a se tornar importantes participantes na produção do vinho brasileiro desde o início, produzindo vinhos para consumo próprio.

   Hoje a maioria das vinícolas gaúchas de sucesso pertence a famílias de descendentes dos imigrantes italianos do Veneto.

     

   A região vinícola do Veneto possui as seguintes denominações:

  • Arcole  (DOC)

  • Bagnoli  (DOC)

  • Bardolino  (DOC)

  • Bianco di Custoza  (DOC)

  • Breganze  (DOC)

  • Colli Berici  (DOC)

  • Colli di Conegliano  (DOC)

  • Colli Euganei  (DOC)

  • Corti Benedettine del Padovano  (DOC)

  • Gambellara  (DOC)

  • Garda  (DOC)

  • Lessini Durello  (DOC)

  • Lison Pramaggiore  (DOC)

  • Lugana  (DOC)

  • Merlara  (DOC)

  • Montello e Colli Asolani  (DOC)

  • Piave  (DOC)

  • Prosecco Conegliano  (DOC)

  • Soave  (DOC)

  • Terra dei Forti Valdadige  (DOC)

  • Valdadige  (DOC)

  • Valpolicella  (DOC)

  • Veneto  (IGT)

 Principais vinhos produzidos no Veneto:

  Os vinhos mais famosos do Veneto são os tintos Valpolicella, Amarone della Valpolicella, Recioto della Valpolicella e Bardolino, o branco Soave e o espumante Prosecco.

  O Valpolicella é um tinto seco leve elaborado com as uvas Corvina Veronese, Rondinella e Molinara com no mínimo 11% de álccol para ser bebido jovem. Os Valpolicella denominados Classico são provenientes de vinhedos da região mais conceituada e históricamente original. Os que possuem a denominação Superiore têm mais estrutura, maior teor alcoólico (12%) e envelhecem dois anos na vinícola antes de serem comercializados.

  O Bardolino também é um vinho leve, produzido com as mesma uvas do Valpolicella e mais a uva Negrara, mas deve ser bebido sempre bem jovem e refrescado.

  O grande vinho tinto do Veneto é o Amarone della Valpolicella, denominado originariamente Recioto della Valpolicella Amarone. Ele é um vinho com o mínimo de 14% de álcool, muito estruturado e com grande concentração de aromas, é produzido de forma muito peculiar. O nome recioto vem de recie que no dialeto da região significa orelha (orecchie) que é a parte de cima da uva, mais rica em açúcar. Amarone vem de amaro, amargo, e significa muito amargo ou amargo muito bom. Os melhores cachos são colhidos e as uvas são colocadas para secar (apassire) em esteiras (graticci) dentro de cabanas (fruttai) bem ventiladas durante cerca de três meses. As uvas sofrem desidratação e concentram a glicose e algumas sofrem a ação do fungo Botrytis cinerea como as uvas de Sauternes. A fermentação alcoólica dura cerca de quarenta dias e é seguida da fermentação secundária, a malolática, que "amacia" o vinho.

  O Recioto della Valpolicella (sem o nome Amarone) ou, simplesmente, Recioto, é um vinho tinto doce com menor teor alcoólico (12 a 13%), feito do mesmo modo do Amarone, mas a fermentação não se completa, permanecendo açúcar residual (por volta de 30 g de açúcar por litro) sem ser transformado em álcool. Existe também uma versão espumante pouco conhecida, o Recioto della Valpolicella Spumante.

  Entre os branco do Veneto o mais famoso é o Soave, feito com as uvas Garganega e Trebbiano di Soave.

  Também merecem destaque os brancos Gambellara e Torcolato (vinho doce).

  Entre os outros vinhos do Veneto que merecem ser citados, estão o Venegazzú (que usa o corte bordalês) e, mais recentemente, bons varietais das uvas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Merlot.

 

 

 

 

  São famosos os espumantes Prosecco di Conegliano e Prosecco de Valdobbiadene (feitos com a uva Prosecco Bianco - Rebatizada para "Glera Bianco"). Prosecco é ao mesmo tempo uma região e uma denominação. Era também o nome da uva que é utilizada para a produção do Prosecco, mas com a mudança na legislação italiana em 2009  ela foi rebatizada com o nome de "Glera".

 

 

  Desde agosto de 2009, com a modificação da legislação e do nome da uva para Glera, Prosecco passou a ser basicamente a designação de uma denominação de origem. As áreas DOC passaram a ter status DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita) e as áreas IGT passaram a carregar o status DOC.

Com essa reviravolta toda, obviamente, muito mais espumantes – incluindo aqueles feitos a partir de uvas de vinhedos de alta produtividade, colhidas mecanicamente e, claro, de perfil mais genérico e mais baratos – puderam se qualificar como DOC. A reação natural foi que produtores da DOC original – cujos vinhedos são pequenos, cuidadosamente cultivados há séculos e onde a colheita normalmente é manual – desejassem separar seus vinhos desses novos DOCs. Assim, foi criada a nova denominação DOCG. No final das contas, ocorreu toda uma reorganização na produção de Prosecco, categorizada por qualidade, facilitando o entendimento do consumidor acerca do produto.


 

Piemonte

O Piemonte, localizado ao sul do Valle d’Aosta, é a maior e a mais conhecida região vinícola do noroeste da Itália e Turim é a sua principal cidade:

Grande parte da sua fama deve-se ao brilho do Barolo, sem dúvida, um dos grandes vinhos do mundo.

O Piemonte possui dois principais setores geográficos:

O setor conhecido como Monferrato fica a sudoeste de Torino, centrado nas cidades de Asti e Acqui, com história que remonta aos Romanos.

O setor do Langhe fica na província de Cuneo, ao sul do Monferrato, na parte sudeste do rio Tanaro, até a divisa com a Liguria.

 No Monferrato e no Langhe as condições geológicas e climáticas apontam para a criação de vinhos de alta qualidade, tanto nos tintos Barolo, Barbaresco e Nebbiolo como nos brancos como o Asti (considerado injustamente sub-valorizado).

  Desde as baixadas até a altitude de 250-300m está uma zona mais quente, favorável às variedades de ciclo longo (tardias) e com maiores necessidades térmicas: Barbera, Nebbiolo e também Grignolino. É a região dos tintos de guarda.

Nas encostas entre 300 e 400m de altitude, ocorrem maiores amplitudes térmicas e maior umidade, encontrando-se aí as variedades tintas e brancas mais frutadas e aromáticas: Moscato, Brachetto, Cortese e Favorita.

Nos pontos superiores, entre 450 e 650m de altitude, as amplitudes térmicas são notáveis, tanto na brotação quanto no final da estação, adaptando-se aqui as variedades Moscato, Brachetto e Dolcetto.

As sub-regiões do Piemonte diferem bastante entre si e possuem muitas DOC; 

MONFERRATO

É uma vasta região de colinas, que pode ser dividida em duas partes bem diferentes:

Basso Monferrato - (Raciocinar ao inverso) é a parte mais setentrional e de maiores altitudes, com a base pelos 350m e os picos em 700m, um território muito apropriado para os vinhedos. Aqui predominam a Barbera e a Grignolino, em vinhos macios e fáceis de beber se comparados aos demais tintos piemonteses. Em Chieri se produz um Freisa DOC.

DOC: Albugnano, Cisterna d´Asti, Colline Torinesi, Dolcetto d`Asti , Freisa di Chieri, Gabiano, Grignolino d`Asti, Grignolino del Monferrato, Malvasia di Casorzo d`Asti, Malvasia di Castelnuovo Don Bosco, Monferrato, Rubino di Cantavenna , Ruché di Castagnole Monferrato

DOCG: Barbera d`Asti, Barbera del Monferrato,

Alto Monferrato - Ainda raciocinando invertido, aqui estão altitudes menores, e curiosamente o terreno é mais acidentado, com encostas mais íngremes e vales mais profundos. Esta conformação estranha tem seu efeito na viticultura, inicialmente pelo plantio de Barbera e Moscato, seguido das uvas autóctones como a Cortese, que aqui tem sua melhor expressão, na DOCG Gavi. Em seguida vem a Dolcetto, com ótimos resultados no entorno de Acqui e Ovada ambas DOCs. A terceira menção é a Brachetto, muito difundida no passado mas hoje restrita a 50 hectares em Strevi. O Alto Monferrato costuma ser dividido em Monferrato Casalese e Monferrato Astigiano, por suas diferenças de território.

DOC: Dolcetto d`Acqui, Cortese Dell`Alto Monferrato, Dolcetto d`Alba, Loazzolo,

DOCG: Asti, Bracchetto d`Acqui (Acqui), Moscato d’Asti, Gavi (Cortese di Gavi),

LANGHE

Tem seu principal centro vitícola em Alba, mas a fama mundial desta província veio de dois centros menores, Barolo e Barbaresco. É neste local que a Nebbiolo, já qualificada em outras sub-regiões, se exprime ao nível mais alto, nestes ícones italianos. Aqui também se produz o qualificado Moscato d’Asti, os ótimos Nebbiolo, o Barbera d’Alba e quatro Dolcettos, sendo o melhor o Dogliani. Para acolher os vinhos menos portentosos, mas muito bons, existe a DOC Langhe.

DOC: Barbera d`Alba, Dolcetto delle Langhe Monregalesi, Dolcetto di Dogliani, Dolcetto di Ovada, Dolcetto delle Langhe Monregalesi, Langhe, Nebbiolo d`Alba, Verduno Pelaverga (Verduno),

DOCG: Barbaresco, Barolo, Dolcetto delle Langhe Superiore, Dolcetto di Diano d`Alba (Diano d’Alba), Dolcetto di Ovada Superiore (Ovada)

ROERO

É um distrito situado na margem oposta a Alba, tendo como centros Bra e Canale. Aqui também se planta Nebbiolo, mas as brancas Arneis e Favorita, que no passado eram usadas em cortes, hoje produzem ótimos varietais.

DOC: Roero e Roero Arneis

COLLINE ASTIGNIANE

Compreendem uma área de vinicultura de grande interesse, situadas entre Canelli e Nizza, onde se produzem Moscato d`Asti e Barbera d`Asti. Aqui se diz ter sido inventado o espumante, há mais de um século e que tem aqui seu maior centro produtivo.

COLLI TORTONESI

Estão entre o Alto Monferrato e o Pavese e possuem características ambientais e culturais típicas do Piemonte. As variedades principais são a Barbera eCortese, mas têm-se trabalhado outras uvas. Recentemente foi descoberta a variedade branca Timorasso.

DOC: Colli Tortonese

COLLI SALUZZESI

Engloba 9 comunidades em Cuneo nas colinas suaves vale do rio Po. Aqui se cultivam Barbera e Nebbiolo, e também as variedades Pelaverga e Quagliano, das quais se produzem varietais.

DOC: Colline Saluzzesi, Pinerolese

CAVANESE

Está na região a nordeste de Torino, com duas regiões vinícolas de importância:

A primeira está centrada no município de Caluso, se estendendo até as colinas de Ivrea. Aqui predomina a variedade autóctone branca Erbaluce, que produz um vinho passito tradicional e um branco delicado.

A segunda é a zona de Carema, com vinhedos em terraços com muros de pedra e pérgolas, cultivando a Nebbiolo.

DOC: Erbaluce di Caluso, Caluso Passito, Cavanese, Carema

COLLI NOVARESI e COLLI VERCELLOSI

Estão situadas a noroeste, perto do lago Maggiore, nas províncias de Biella, Novara e Vercelli, abrigando diversas DOCs, algumas de alto nível. A mais prestigiada é o Gattinara, tinto famoso desde a corte de Carlos V, que hoje foi elevada a DOCG, e também a DOC Ghemme.

DOC: Boca, Bramaterra , Colline Novaresi, Coste della Sesia, Fara, Lessona, Sizzano,

DOCG: Gattinara, Ghemme

  Vinhos Produzidos em Piemonte

• O Barolo é proveniente de uma pequena região em torno da cidade que lhe empresta o nome. O vinho, bastante estruturado, complexo e de longa guarda, é feito com 100% da uva Nebbiolo e envelhece pelo menos três anos na vinícola, (os Riserva devem envelhecer no mínimo cinco anos).

• O Barbaresco também é feito com a uva Nebbiolo, envelhece apenas dois anos na vinícola (um ano em madeira). Mesmo sendo menos complexo, menos longevo e menos famoso do que o Barolo, o Barbaresco de alguns produtores é de excelente nível.

• O Gattinara, outro grande vinho de longa guarda do Piemonte, é produzido com a Nebbiolo (90%) e Bonarda (10%).

• O Asti ou Asti Spumante, elaborado com a uva Moscato, é um vinho espumante adocicado, de baixo teor alcoólico, muito exportado. Ao contrário do Champagne, que utiliza o método tradicional Champenoise (com segunda fermentação na garrafa), e de outros espumantes que utilizam o método Charmat (com segunda fermentação em tanques de aço inox), a produção do Asti é feita mediante uma única fermentação em tanques com retenção do gás carbônico liberado. A fermentação é interrompida por resfriamento, o teor de álcool é baixo (7-9º C) e açúcar natural permanece.

• O Moscato d’Asti é um vinho doce de sobremesa, semelhante ao Asti Spumante, porém com teor alcoólico mais baixo (5 a 6 o GL) e menor teor de gás carbônico que o torna apenas frizzante.

• O Barbera é produzido com a uva de mesmo nome e possui o mínimo de 11,5 o GL de álcool, e envelhece pelo menos um ano em madeira (o Superiore, três anos). É menos complexo e menos longevo do que os anteriores. A DOC mais respeitada é o Barbera d’Alba.

• O Dolcetto, elaborado com a uva de mesmo nome, pode ser proveniente de sete DOCs, sendo Dolcetto d’Alba a melhor delas. É um vinho é um vinho frutado, de pouca acidez e estrutura, e não se presta à guarda, devendo ser bebido jovem. É um vinho seco, não devendo-se confundir o nome da uva com o termo Dolce (doce).

• O Gavi ou Cortese de Gavi é o vinho branco de destaque no Piemonte, elaborado com a uva Cortese, pouco alcoólico e de alta acidez, também o branco seco de boa qualidade, o Arneis, também chamado Roero Arneis ou Arneis de Roero, elaborado com uva do mesmo nome.

• Entre os menos exportados, convém citar os vinhos tintos Bramaterra, Boca, Carema, Fara, Ghemme e Nebbiolo d’Alba, todos também elaborados com a uva Nebbiolo, porém menos complexos do que o Barolo e o Barbaresco ; o Freisa d’Asti, um tinto bem estruturado e feito a partir da uva Freisa, autóctone na região; o Grignolino, feito com a uva de mesmo nome.

 Mais sobre Barolo

Barolo é dividida em três porções, de acordo com a formação de seus solos:

 

Vale de Serralunga 
Aqui os vinhos são encorpados e potentes, com taninos bem marcados e vocacionados para a longa guarda. Serralunga d'Alba e Monferrato d'Alba são seus mais prestigiosos vinhedos.

Vale do Barolo 
Abarca os vinhedos de Barolo e La Morra. Os vinhos são mais delicados que os de Serralunga. Elegantes e macios sem prejuízo de sua grande estrutura.

Castiglione Faletto 
Situado entre os Vales de Serralunga e Barolo. Solo semelhante ao de Serralunga. Seus vinhos mesclam a elegância de Barolo e a potência de Serralunga.

  Solo: 

 No Vale Serralunga, onde estão Castiglione Faletto, Monforte d'Alba e Serralunga d'Alba, o solo é composto de areia, calcário, ferro, fósforo e potássio.

 Barolo DOCG :
 Tido como o grande vinho da Itália, ao lado do Brunello di Montalcino, é denominado "O Rei dos vinhos, o vinho dos Reis". Personalíssimo, é elaborado 100% com a uva Nebbiolo e precisa de boa guarda para poder expressar todo seu caráter. Deve ter ao menos 13% de álcool e pode ser um Riserva (mínimo de quatro anos de envelhecimento na cantina) ou um Riserva Speciale (mínimo de cinco anos). De cor granada, potente e tânico, quando jovem, mostra delicados aromas frutados com o tempo (framboesas), notas florais, também alcatrão, tabaco, borracha e alcaçuz.  

  Austero e majestoso, não é um vinho para principiantes