O ex-URSS, na Transcaucásia, é uma das regiões mais antigas da vinicultura. Cálices de cerâmica de 5.000 anos foram encontrados com sementes de uva branca Rkatsiteli e há indícios de que a tradição remonta há 7.000 anos, especialmente em Mukheta, Trialeti, Pitsunda e no vale de Alazan. Fábulas georgianas citam o amor pelo vinho.

 

    No século IV, a Georgia tornou-se cristã. Na segunda metade do século XIX, os vinhedos ocupavam 70.000 hectares. No ano 2000, esta área era de 67.000 hectares, dos quais foram produzidos 750.000 hectolitros (cem litros) de vinho. A Vitis vinifera ainda existe. Conhecidas são a Aladasturi, Aleksandrouli, Kachichi, Krakhuna, Mudzhuretuli, Mtsvane, Odzaleshi, Orbeluri, Rkatsiteli, Saperavi, Tsitska, Tsolikouri e Usakhelouri, além da híbrida Isabella. As internacionais são Aligoté, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Feteasca Alba, Feteasca Regala, Malbec, Merlot e Pinot Noir.

 

    Os vinhedos da Geórgia ficam sobretudo nas encostas de aspecto sul do Cáucaso, que os protegem dos invernos rigorosos das estepes russas. As principais áreas vinícolas incluem Kakheti, a leste, a pequena Imereti, no centro-oeste, e a central Kartli. Há 35 cepas autorizadas, a maioria local, mas a tinta Saperavi é a mais utilizada. Uva de coloração profunda, com sabores de frutas silvestres e frutas negras, pode gerar vinhos de alta qualidade, mas exige cuidadosa vinificação para agradar ao paladar ocidental. As cepas brancas mais importantes são a Rkatsiteli e a uva local Mtsvane, cujos vinhos podem ser cítricos, frescos e apessegados, mas em geral são simplórios, monótonos e oxidados.

 

    O clima é ideal para o vinho, continetal e sub-tropical, com chuvas de 300 a 600 ml no leste e 1.000 a 4.000 ml no oeste. 70% das uvas servem ao vinho e aos destilados.

 

    A indústria vinícola da Geórgia possui boa reputação, em especial na Rússia, mas sofre com muitos problemas de infra-estrutura.
   Mais de 90% dos vinhedos foram privatizados, mas, com 150.000 proprietários dividindo cerca de 60.000ha, torna-se difícil manter a qualidade e a consistência dos frutos. Segundo levantamentos, em 2007 menos de 10% das uvas foram vinificadas por vinícolas profissionais, deixando a indústria vulnerável a fraudes e vendas no mercado negro. O único investimento externo de vulto é o da Georgian Wines and Spirits Company, da Pernod Ricard (dona também da Jacob's Creeck), com 220ha de vinhedos cultivados e outros 600 planejados. O uso de técnicas vinícolas australianas resultou num Saperavi com sabor de frutas negras que enche a boca e num Mtsvane fresco e cítrico.

  Principais Regiões Produtoras:

    Kakheti 

    Imereti 

    Kartli 

 

  Principais cepas cultivadas: Saperavi. Rkatsiteli, Mtsvane.