A Alemanha é o país com vinhedos mais ao norte dentre o grupo da Europa Central, possuindo um clima frio que marca sua produção de vinhos com características próprias:

     Historicamente a Alemanha sempre produziu vinhos brancos, devido à melhor adaptação das uvas brancas ao seu verão curto que impede a maturação de uvas tintas, com exceção da Pinot Noir – localmente chamada Spätburgunder – e algumas outras, que amadurecem precocemente.

      Nos últimos 10 anos os produtores de algumas regiões vêm retomando a produção de tintos, que havia sido praticamente abandonada por várias décadas.

       Todas as regiões vinícolas alemães se baseiam, em maior ou menor extensão, em rios, e o Reno é o principal deles. Ele nasce na Suíça e tem vários afluentes importantes: Mozela, Nahe e Main. Grandes massas de água moderam os extremos da temperatura e, também, refletem a luz do sol sobre as vinhas.

 

            

       As vinícolas de Saale-Unstrut ficam em morros, seguindo o contorno dos dois rios que cortam a região. É lá que é produzido o vinho espumante mais famoso da antiga Alemanha comunista.

 

       Onde o Rio Saale faz uma grande curva em torno de Naumburg, antiga sede episcopal, e as águas do Unstrut se encontram com o Elba, está a região vinícola de Saale-Unstrut: um lugar idílico e muito verde, com seu antiquíssimo terreno em patamares, bosques e prados.

       Essa paisagem entre as cidades de Gera e Eisenach, entre a floresta da Turíngia e as montanhas do Harz possui uma dos mais antigas viniculturas da Alemanha: lá se produz vinho há mais de mil anos.